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Microsoft compra a Nokia: entenda o que pode mudar nos próximos anos

A Microsoft anunciou a compra da Nokia, na madrugada desta terça-feira (27), por cerca de US$ 7,2 bilhões (R$ 17 bilhões). A notícia pegou os usuários de surpresa não só pela transação, que já era especulada há algum tempo, mas também pelas dúvidas a respeito do futuro da companhia finlandesa. Desde 2011, a Nokia fabrica a linha Lumia, com Windows Phone, além dos celulares Asha.


Nokia é comprada pela Microsoft (Foto: Reprodução/Digital Trends)

O principal objetivo da Microsoft com a compra é conquistar uma fatia maior do mercado de dispositivos móveis e se firmar como produtora não apenas dos sistemas operacionais. O primeiro aparelho desenvolvido pela companhia, o Surface, foi lançado em 2012.

Para a Nokia, que já foi uma das principais vendedoras de celulares do mundo, a compra significa uma tentativa de voltar ao topo, hoje dominado pela Samsung e Apple. Além disso, a ação resultou na especulação de que Stephen Elop, CEO da empresa de mobile, torne-se o sucessor de Steve Ballman na Microsoft – que anunciou em agosto que se aposentaria em 12 meses.

– A Nokia vai acabar?

Com a notícia desta madrugada, grande parte dos usuários em redes sociais manifestaram dúvidas a respeito da continuidade da marca “Nokia”. No entanto, é muito difícil que a Microsoft acabe com a fabricante nos próximos meses, já que a tradição da companhia finlandesa e o valor de sua marca ainda são muito grandes no mercado. A Nokia liderou o mercado de celulares durante 14 anos.

Outra questão que conta a favor da manutenção da marca é o fato de a Microsoft, dona do Windows Phone e dos Windows 8 e RT, ainda não ter uma boa experiência no segmento de smartphones e tablets. A primeira tentativa da empresa, o tablet Surface, teve vendas muito abaixo do esperado. Sendo assim, a compra da Nokia tem como objetivo fortalecer a companhia de Bill Gates e Steve Ballmer no mercado de dispositivos móveis.

– Os Lumias vão perder o suporte?

Embora ainda seja preciso aguardar um pronunciamento oficial das companhias nesse sentido, é pouco provável que a Nokia deixará de oferecer suporte, como assistência técnica e atualização de sistema, aos atuais Lumias. A Microsoft comprou a divisão de dispositivos e serviços da companhia finlandesa, o que significa que não só a marca foi transferida como também toda a atual estrutura física e humana da Nokia, ou seja, fábricas, lojas, funcionários, entre outros.

A companhia de Steve Balmer, aliás, é a maior interessada em manter a fórmula de sucesso da linha Lumia, principal responsável pela popularização do Windows Phone no mundo. Dessa forma, espera-se até que o ritmo de lançamentos seja intensificado a partir de agora. Para este mês, inclusive, são aguardados um Lumia foblet, com tela de 6 polegadas Full HD e processador quad-core, e um tablet com Windows RT.

– E o futuro dos Ashas?

Além dos Lumias, a Microsoft também ficará responsável pelos celulares Asha. No entanto, o futuro dessa linha é mais incerto. Como esses aparelhos compõem boa parte das vendas da Nokia, é provável que ela seja continuada nesse primeiro momento, com os possíveis lançamentos já programados.

A longo prazo, porém, é dificil enxergar os Ashas como um modelo de negócio da Microsoft. Afinal, o grande interesse da companhia norte-americana é emplacar o Windows Phone no mercado. Sendo assim, é provável que a Nokia faça uma transição gradual dos Ashas para aparelhos com Windows Phone mais baratos, como o Lumia 520, 620 e 625.

Fonte: http://www.techtudo.com.br