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Facebook começa a trabalhar com inteligência artificial

O Facebook está desenvolvendo um sistema de inteligência artificial que desperta a atenção dos fãs de filmes de ficção científica. Com foco no aprendizado e na compreensão do pensamento humano, o modelo em estudo é chamado “deep learning” (aprendizado profundo), a ser incluído na plataforma logo que ficar pronto, informa o MIT Technology Review.


Chip responsável pelo “cérebro” do robô Watson da IBM, um dos pioneiros no campo (Foto: Reprodução/Tatiana Popova)

Engana-se, no entanto, quem interpreta o “deep learning” como um programa, uma base tecnológica ou um sistema específico. Trata-se de um ideal a ser atingido, um modelo imaginário de inteligência artificial que os pesquisadores estão buscando desenvolver. Por focar na compreensão do pensamento do homem, possibilitaria uma interação melhor entre usuário e máquina, o que acabaria, por exemplo, com a frustração de tentar se comunicar com a Siri em seu iPhone e não conseguir fazer nada funcionar direito.

O Facebook, por sinal, não é a única empresa que está mergulhada no assunto. O Google já está pesquisando sobre um projeto chamado de ‘Google Brain’, que busca criar um núcleo de inteligência artificial que pense da mesma forma que um cérebro humano. A Microsoft também se baseou no conceito para desenvolver um tradutor em tempo real de Inglês-Mandarin, e no Japão já se usam redes neurais para controlar robôs eletrônicos.

O objetivo de Mark Zuckerberg e dos outros líderes da rede social é melhorar o sistema do Facebook, principalmente no que diz respeito ao seu feed de notícias. Eles admitem que o programa de inteligência artificial usado atualmente, simplesmente, não é capaz de realmente compreender o que o usuário deseja ver, já que se baseia apenas em estatísticas e é incapaz de assimilar, por exemplo, sarcasmo ou outras linhas mais humanizadas de pensamento, como emoções. Este também é um dos motivos para a não tão recente inclusão da opção ‘Como você está se sentindo’ em posts de usuários da plataforma.

Quando o sistema for implementado, as mudanças serão referentes, principalmente, ao feed de notícias e como ele se relaciona com o usuário. O Facebook poderá aprender seus gostos e mostrar as notícias de acordo com eles, alterando a experiência online para que ela se torne algo realmente pessoal. Outro ponto que provavelmente será beneficiado pela pesquisa em deep learning são os álbuns de imagens, que terão maior capacidade de reconhecer quem são as pessoas presentes nas fotos e direcioná-las para os feeds correspondentes.

O maior sinal de que o Facebook aponta para o desenvolvimento inteligente voltado para os álbuns foi a escolha de dois especialistas em sistemas de reconhecimento facial na equipe formada por oito profissionais voltada para essa nova frente de pesquisa. Na lista dos membros desse grupo há, também, o ex-membro do Google Brain, Marc’Aurelio Ranzato.

Fonte: http://www.techtudo.com.br